O que é
A taxa de desemprego, oficialmente taxa de desocupação, mostra a porcentagem das pessoas que querem trabalhar e não encontram trabalho. É medida pelo IBGE na PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua).
Como é calculado
O IBGE entrevista moradores de milhares de domicílios em todo o país. É considerada desocupada a pessoa de 14 anos ou mais que não trabalhou na semana de referência, procurou trabalho nos 30 dias anteriores e estava disponível para começar. A taxa é o número de desocupados dividido pela força de trabalho, que soma ocupados e desocupados.
Os resultados são divulgados em trimestres móveis (por exemplo, julho a setembro, depois agosto a outubro), no fim de cada mês.
O que faz subir ou cair
- Atividade econômica: economia crescendo gera vagas; recessão fecha postos.
- Juros: juros altos esfriam investimentos e contratações, com atraso.
- Sazonalidade: o fim de ano costuma ter mais vagas temporárias, e o início do ano, mais dispensas.
- Entrada e saída da força de trabalho: se muitas pessoas desistem de procurar emprego, a taxa pode cair sem que haja mais vagas.
Onde afeta
- Na renda e no consumo: mais gente empregada significa mais consumo e mais arrecadação.
- Na inflação: desemprego muito baixo pode pressionar salários e preços de serviços.
- Nos juros: o Copom acompanha o mercado de trabalho para avaliar se a economia está aquecida.
Como ler o número
Além da taxa, olhe a informalidade (trabalhadores sem carteira ou CNPJ), a subutilização (quem trabalha menos horas do que gostaria) e o desalento (quem desistiu de procurar). Compare sempre com o mesmo trimestre do ano anterior, para evitar o efeito das estações.
Para acompanhar junto
Caged (empregos com carteira), PIB, varejo e a renda média do trabalho, divulgada na mesma pesquisa.