O que é
O Federal Reserve (Fed) é o banco central dos Estados Unidos. Ele define uma faixa para a taxa básica de juros americana, a Fed Funds, como "de 3,75% a 4%", que serve de referência para os juros do país com a maior economia do mundo.
Quem decide e quando
As decisões são tomadas pelo FOMC (Comitê Federal de Mercado Aberto), em oito reuniões por ano. Votam os sete diretores do Fed, o presidente do Fed de Nova York e quatro presidentes de outros Feds regionais, em rodízio. A decisão sai às 14h de Washington, seguida de entrevista do presidente do Fed. Em quatro reuniões por ano, o Fed também divulga as projeções dos membros para os juros, o chamado gráfico de pontos.
O Fed tem um mandato duplo: buscar o máximo de emprego e preços estáveis, com meta de inflação de 2% ao ano.
O que faz os juros subirem ou caírem
- Inflação americana acima ou abaixo da meta.
- Mercado de trabalho: payroll, desemprego e salários.
- Crescimento e estabilidade financeira, além de choques como tarifas e preço do petróleo.
Onde afeta o Brasil
- Dólar: juros altos nos EUA tornam os títulos americanos mais atraentes e puxam capital para lá, o que tende a valorizar o dólar.
- Juros brasileiros: para continuar atraindo investidores, o Brasil precisa oferecer juros mais altos quando os americanos sobem.
- Bolsa e emergentes: cortes do Fed costumam favorecer ações e moedas de países emergentes.
- Dívida em dólar: empresas e governos com dívida externa pagam mais.
Como ler a decisão
Mais do que a decisão em si, que costuma ser antecipada pelo mercado, importa a sinalização sobre os próximos passos no comunicado e na entrevista. O mercado reage quando o tom surpreende.
Para acompanhar junto
Payroll, inflação americana, dólar, juros do BCE e Selic.